As moitas dos bambus com os seus penachos dobrados-curvos-pendentes, ondulam
com uma suavidade fantasmagórica no seu verde claro diferente do resto da
floresta verde em fundo verde-floresta. As bananeiras omnipersentes
vão espreitando uma camada abaixo do mato diverso e os mamoeiros omnipresentes espreitam uma camada acima do capim igual, denso,
hostil, farfalhudo, verde-diferente, que encobre as bases das árvores lá mais atrás, altas, altivas, altaneiras. As
copas acima de tudo na floresta, mas não livres, acossadas lentamente
pelas trepadeiras que, aqui e ali, levam
a melhor e as sufocam num parasitismo suicída. Matam o hospedeiro e patrocinam a prazo uma clareira natural onde outras árvores porventura nascerão, num cíclo
antigo ilustrado pelo escape petrolífero do carro que sobe no horizonte por
entre a bruma e o mar.
Uma leve brisa, tão leve suave etérea que às vezes até parece nem lá estar como uma não-brisa densa e húmida que suaviza o suave entardecer sobre o ar morno humido denso não-passa-um-raio-de-uma-aragem na floresta à beira do mar morno-suave, que mal consegue ondular. As garças brancas indolentes pastam na areia molhada misturadas com os grasnidos insolentes dos corvos pretos. E brancos.
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